O futuro se constrói.

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O que precisamos aprender com as forças renovadoras que têm surgido na política brasileira, personalizadas em homens como João Dionisio Amoêdo, do Partido Novo, candidato à presidência da República, ou Paulo Guedes, economista, fundador do Instituto Millenium, possível ministro da Fazenda de outro candidato ao cargo máximo do executivo federal, para citar dois entre tantos outros novatos na disputa pelo poder e que pregam uma sociedade de homens livres e independentes, é que não existe determinismo histórico.

O futuro de uma sociedade é uma página em branco a ser escrita, dia-após-dia, por quem detém o poder de legislar, executar e julgar a respeito dos desígnios da nação, mas também daqueles que se opõem àquilo que estiver sendo escrito. O que existe na perspectiva histórica são vencedores e vencidos no processo político de construção do futuro.
A história não muda quando não há renovação. Não há renovação porque faltam forças inovadoras capazes de mudar a mentalidade reinante e, consequentemente, o cenário político tradicional, o chamado statu quo. Nada muda quando entre os vencedores inexistem líderes comprometidos com ideias inovadoras para encaminhar as mudanças necessárias para romper com a mesmice.
Enquanto os revolucionários, aqueles que querem inovar, continuarem derrotados e os vencedores seguirem sendo os reacionários de sempre, aqueles que querem conservar, o futuro será escravo do passado, tanto quanto é escravo do passado o presente. Para mudar o futuro é preciso agir com novos princípios, novos valores, novas ideias e novos ideais. Enfim, é preciso romper com o statu quo, com a mesmice, para empreender atrás de novos resultados, arriscando inovar para colocar em prática o que há de novo.

Uma sociedade amordaçada, amedrontada e atada por suas próprias idiossincrasias, não muda nada porque não quer mudar. A sociedade brasileira tem se mantido fiel ao seu senhor porque prefere a segurança da submissão ao velho mestre, do que o risco de experimentar algo novo como a liberdade. E o que mais é novo para o Brasil?

É novo para o Brasil uma mentalidade e instituições que confiem na razão, no auto interesse, nos direitos individuais e no capitalismo. Razão, auto interesse, direitos individuais e capitalismo, no Brasil, sempre foram vistos com desconfiança, quando não com desprezo. Razão, auto interesse, direitos individuais e capitalismo levam à prosperidade individual e, de forma desigual, ao enriquecimento da sociedade.
No Brasil, os intelectuais nacional-socialistas que predominam, preferem a  sociedade igualmente estagnada e miserável, do que desigualmente próspera e rica. Exceção feita a eles próprios, que ao pleitearem as benesses concedidas pelo poder de coerção do estado ao qual tentam cortejar.

Razão, auto interesse, direitos individuais e capitalismo, no Brasil, sempre foram considerados pecados originais ou, pelo menos, pecados corolários da herege ideia fundamental doutrinária de que o homem é um fim em si mesmo. A mesmice no Brasil, o statu quo, moldado por diferentes ideologias, todas com a mesma mentalidade, é de que a ideia fundamental confortável é de que o indivíduo é um meio a serviço dos demais.

A revolução cultural que precisamos promover de forma intelectualmente radical, ideologicamente inédita, politicamente pacífica e socialmente moderada, se resume na aceitação de uma nova ética e, consequentemente, de uma nova política que leve em consideração que o indivíduo é o legítimo e único dono da sua própria vida, o único eleitor dos seus próprios propósitos, o único mandatário do seu próprio direito de agir livremente para criar, adquirir e manter os valores materiais, intelectuais e espirituais que ele achar convenientes para buscar a sua felicidade, cabendo-lhe deles dispor como ele bem entender.
Crédito da imagem artística: Bryan Larsen, um pintor de futuros, como eles deveriam ser e como eles podem ser.
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