A procura de um salvador da pátria.

salvadores da pátria

O Rio Grande do Sul nunca foi um celeiro de liberais.

Pode ter um ou outro que tenha se destacado, mas certamente se o foi, terá sido pelo fato de ser considerado um ponto fora da curva, uma rara exceção.

Liberais não acreditam em duas coisas, desenvolvimento econômico promovido pelo governo, uma má ideia; e políticos milagreiros que se dizem salvadores da pátria, esses que se veem como seres iluminados, prontos para resolver os problemas da população, centralizando o poder no estado, sob o pretexto de prover tudo o que o povo necessita.
Essa é uma combinação fatal, más ideias e maus políticos, que resultam invariavelmente no oposto daquilo que pregam, a destruição da pátria.
Esses que têm a capacidade ímpar de drenar toda vivacidade contida na alma daqueles que fazem uma sociedade ser próspera. Que exorcizam o espírito que move o indivíduo a criar e manter os valores com os quais buscará e encontrará a sua própria felicidade.
Vejam os governo passados. Há décadas e mais décadas, os governantes desperdiçam nossos recursos, endividando-nos cada vez mais, comprometendo o nosso presente e o futuro dos nossos filhos.
A rigor, nas últimas décadas, não houve quem se salvasse. Nenhum dos governantes que passaram pelo Piratini ousaram revolucionar a relação do governo com a sociedade, devolvendo a ela a primazia e o protagonismo que lhe cabe.
Pelo contrário, se houve quem se destacasse, esses foram governadores petistas, que conseguiram superar a todos, destruindo deliberadamente as finanças públicas, espantando o investimento privado e aniquilando as chances do combalido setor produtivo de sustentar o voraz setor público, com sua obesidade mórbida a afundar a economia do estado, dos empreendedores e seus empregados.

Acompanhando a trajetória do nosso estado por todos esses anos de penúria, tenho que admitir a falta que nos faz um salvador da pátria.

Não me refiro a esses verborrágicos cavalheiros que se postam com dedo em riste, com punho cerrado, a prometerem mentiras em altos brados.

Nem aos que paparicam paternalmente o povo, olhando hipnoticamente em seus olhos vidrados, encantados como vira-latas esperando um pedacinho de osso ou um simples afago.

Tampouco a esses populistas que dizem estar se sacrificando, fingindo estarem cortando na própria carne, quando ao final do mês, por cima ou por baixo dos panos, recebem polpudos cheques, malas cheias de dinheiro ou transferências eletrônicas de fundos, que seguem para paraísos fiscais de onde não se sabe mais o paradeiro.
Não falo desses demagogos que gozam de impensáveis privilégios custeados pelo pobre cidadão comum, enquanto infernizam a vida dos pagadores de impostos com uma devastadora carga tributária, a cada ano mais complexa e sempre ampliada.
Esqueçam esses heróis de araque ou falsos mártires que se esmeram em controlar a vida alheia, impondo regulação asfixiante de deixar os mais criativos e empreendedores imobilizados, ou então, de malas prontas para abandonar o barco.
 O que faz alguém ser um verdadeiro salvador da pátria?

Ideias corretas adotadas com convicção, por quem tem vontade e sustentação política, para colocá-las em prática.

Eu acredito que podemos encontrar um salvador da pátria.
Aquele cara que vê na livre iniciativa e na propriedade privada, os pilares indispensáveis para uma sociedade civilizada que deseja construir ela própria o seu caminho para a felicidade.
Salvador da pátria é aquele governante que sabe que não resolve nenhum problema sozinho.

É aquele sujeito racional, honesto e íntegro, convicto de que o governo, para o bem geral do povo e felicidade geral da nação, deve sair do caminho.

Facebook Comments
Anúncios

Comentários...