PEC 241: a favor, contra ou muito antes pelo contrário?

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Há os que são contra a PEC 241 porque acham que ela ratifica o nível de ingerência do governo na renda nacional em um patamar elevado, gostariam que o teto fosse tão próximo do piso que não deixaria espaço para governo algum caber ali.

Há também os que acham que esse patamar deveria ser ainda mais alto do que já é e sequer defendem um teto. São os que acreditam na estatização total da economia, o fim do indivíduo como um ser livre e independente.

Há também os que ficam no meio termo, são a favor de PEC, por pragmatismo porque preferem que haja um limite desde já para os gastos antes que eles extrapolem o que já pode ser considerado um absurdo ou porque acham que com o atual nível de achaque já contemplam a sua ganância e o seu propósito para estar no poder.

Eu entendo que se deveria passar uma régua divisória sobre o ano de 2002, fazendo com que tudo retrocedesse ao que era naquela época.

Se é para fazer uma PEC, essa PEC tem que ser bombástica.

Vamos apagar os 13 anos do PT no governo, que elevou o gasto do governo federal de 15,7% do PIB para 39,11% em 2014, baixando o teto para os níveis de antes do período de irracionalidade ética, política e econômica que vivemos recentemente.

É óbvio que deveria ser um processo lento e gradual, como o livre mercado oferece para os agentes econômicos. Não se quer algo disruptivo ao ponto de esfacelar o tecido social.

Devemos desenhar algo que nos leve paulatinamente, com degraus de redução que pudessem ser alcançados com previsibilidade, para que em poucos anos voltássemos a controlar nossas vidas como queremos. Ou, melhor dizendo, como nós liberais achamos que devemos controlar.

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