– O indiciamento de Lula – Observações

Lula, ex-presidente do PT – Partido dos Trabalhadores e ex-presidente do Brasil, depois de achar que havia se escapado da vertiginosa montanha russa que teve que enfrentar desde a descoberta do “mensalão” e, mais recentemente, com o “petrolão”, para se manter no poder e ainda empossar uma sucessora sa sua confiança, acabou sendo indiciado pelo MPF.

Como todo o Brasil, acompanhei de perto este novo capítulo da novela que é a luta pela moralização do Brasil. Capítulo esse que sucede o episódio anterior, aquele que culminou no impeachment mitigado da presidente Dilma. Mitigado porque lhe desbancaram do exercício da presidência, mas não lhe tomaram os direitos políticos para os próximos oito anos, como está estabelecido pela nossa  constituição.

Lula, chamado de grande comandante da organização criminosa representada pelo PT e que tomou de assalto o estado brasileiro, teve que assistir, junto com a nação, em cadeia jornalística com enorme repercussão, a explanação do grupo de procuradores do MPF que está acusando-o dos crimes que uma parte da sociedade brasileira já conhece, pela força das evidências, que outra parte supõe, com forte convicção e que uma terceira parte, insensível aos fatos e avessos à razão,  se recusa a aceitar.

Ao longo desse processo, que se iniciou com a coletiva concedida pelos procuradores do MPF e se estendeu até o pronunciamento proferido pelo acusado, o ex-sindicalista Lula, pude fazer algumas observações, as quais reproduzo aqui. Faço isso, compilando o que escrevi no Facebook nesses últimos dias, transcrevendo as curtas dissertações no mesmo formato que utilizei no artigo que redigi quando do impeachment da presidente Dilma, que pode ser lido aqui.

Sobre a denúncia

Lula tinha um duplo compromisso com a sociedade brasileira.
O primeiro ele já cumpriu, o de provar que qualquer indivíduo, não importando suas origens, pode se tornar o mais poderoso dirigente do país.

O segundo, tão ou mais importante que o primeiro, é provar que até mesmo aquele que já foi o mais poderoso dirigente que o país já teve, pode acabar na cadeia quando comete um crime.

Lula, um cidadão exemplar.

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Os partidos que participaram da “propinocracia” junto com o PT, PMDB e PP, como acusam os procuradores, deveriam ser proscritos da política. E seus dirigentes também.

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Lula é um injustiçado!
Recebeu muito mais da vida do que merecia.

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Grandes homens da nossa história…
Moisés, o teocrata
Clistenes, o democrata
Solon, o timocrata
William de Orange, o aristocrata
Luis XIV, o autocrata
Lula, o propinocrata

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Quem viu “O silêncio dos inocentes” ficava encantado com Hannibal Lecter. Ele usava seu carisma para atrair suas vítimas para devorá-las. Lula é o Hannibal Lecter da política brasileira, atrai os incautos com seu carisma, com sua psicopatia. Será que o Sergio Moro será nossa Clarice Starling?

Sobre a defesa

Para quem acha que o mundo lhe deve tudo, jamais haverá justiça.

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– “Lula defendeu-se falando mais de uma hora na TV.”
– “Mas ele não disse nada!”
– “Exatamente, ele disse tudo que tinha para dizer em sua defesa.”

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Marx criou a tese do materialismo dialético.
Lula criou a tese do materialismo antiético.
Para ele, sem corrupção ninguém obtém apoio em nenhuma instituição pública. Depois dizem que os materialistas são os capitalistas.

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Mentirosos costumam recorrer a narrativas retrospectivas para reconfigurar estruturas frágeis, fortalecer pontos falhos, confrontar contradições ajustando a lógica. Ao final, apenas deus e o próprio mentiroso contumaz saberão que tudo não passa de uma mentira. Lula sabe que é uma mentira e deus, bem, seria preciso outra testemunha para comprovar. Para nossa sorte, não estamos dependendo da visão religiosa de Lula para descobrir a verdade, mas das evidências materiais, factuais, e das delações de gente de carne e osso, dispostas, como Lula, a escapar o mais cedo possível da prisão. A diferença é que Lula, o grande comandante, está solto. Já, os ordenanças, não.

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Pronunciamento do Lula parecia tipo velório de corpo presente com discurso feito pelo próprio falecido. Bem, as alusões a Jesus Cristo não são de todo inadequadas. Ele acha que tem ligação direta com deus, acha que vai ressuscitar depois de ser crucificado pelos burgueses filisteus e funcionários concursados romanos. Narra todo tipo de milagres improváveis oferecidos aos pobres. Passou a vida toda pregando e dando sermões sem que se soubesse exatamente qual o trabalho que tinha. Tem um período da sua vida que nunca ninguém ouviu falar. Lula é o novo messias. Ok, gente. Interna

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Lula chamou os concursados do serviço público de desonestos. Deve ser por isso que o PT inchou a máquina estatal com mais de 50000 “aspones” sem concurso.

Conclusão

O cego, o estúpido e o esperto.

Julgar é o ato mais fundamental para a vida. É verdadeiro? É falso? É correto? É errado? Vale a pena? Não vale? Você pode estar pensando que não. Que o ato mais fundamental é o de perceber a realidade para recolher as informações necessárias ao nosso julgamento. Sim, é óbvio que perceber a realidade é importante para tal, mas mesmo o ato de perceber a realidade, requer que julguemos se vamos ou não perceber a realidade como deveríamos. Então, volta tudo para o ponto inicial. Para julgarmos qualquer coisa, é preciso perceber as informações sobre aquilo que nos levará à uma decisão. Para isso, julgar se utilizaremos nossos sentidos para obter as informações ou se decidiremos baseados apenas em suposições, antecede o próprio ato de percepção. Ou seja, podemos decidir ficarmos cegos, surdos, insensíveis à realidade ou, ainda que tenhamos percebido tudo, entendermos de maneira inadequada as informações captadas. É por isso que dizemos que o pior cego é aquele que não quer ver, seja por simplesmente fechar os olhos para a realidade do mundo ou por não enxergar aquilo que seus olhos estão vendo.

Ah! Isso tudo era para dizer que há os que enxergam e entendem o que estão vendo, mas se aproveitam da cegueira ou da estupidez alheia para mistificar.

Lula que o diga.

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