Esquerda, coerção. Direita, liberdade.

Assembléia Nacional em Paris, séc. XVIII, onde os termos
“esquerda” e “direita” foram utilizados pela primeira vez. 

Colocar comunistas à esquerda e fascistas à direita, como se fossem opostos, é manipulação fraudulenta da linguagem. 
Esquerda, no espectro político-ideológico, é onde situam-se os estatistas, aqueles que defendem que a vida do indivíduo pertence à sociedade, ao grupo, à gangue, à tribo. 
É à esquerda a seara dos que não se constrangem em iniciar o uso da força, da coerção, para pilhar, sacrificar, constranger os outros, praticando a violência, a intimidação.
Direita, é onde se posicionam os defensores da liberdade individual, da noção de que a vida é de cada um, do ideal que afirma ser cada homem um fim em si mesmo, com um propósito de vida que somente ele pode definir. 
É ali, à direita, que residem os que acreditam na cooperação, na persuasão, na razão e no auto interesse. 
Estatista é um conceito genérico que inclui, pelo seu significado, tanto comunistas e socialistas, quanto fascistas e nazistas. Enfim, representa os violentos de todos os matizes, de todos os graus, com seus mais diferentes métodos, sempre tirânicos, com o objetivo de escravizar.
É ali, na extrema esquerda do espectro político-ideológico, que se acotovela esse pessoal. 
No lado oposto, à direita desta linha imaginária com variada graduação, lutando contra a tirania de seus opositores, é que estão os liberais. 
Não se deixe cair nas armadilhas linguísticas que os estatistas gostam de preparar. Desarme-as sempre que puder. 
Lembre-se que ao olhar à esquerda, lá estará quem quer lhe taxar, confiscar, regular, parasitar. 
Ao olhar à direita, encontrará quem deseja apenas criar, investir, inovar, produzir, trabalhar e comerciar.
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