Ódio não. Indignação sim.

Nós que criticamos, veementemente, as ações violentas e arbitrárias do governo – capitaneado pelo PT, com o apoio do MST, da CUT, da CNBB, do MTST, dos Black Blocs, do PSOL, do PCdoB e mais uma infinidade de ONGs e de indivíduos, célebres ou anônimos, que lhe prestam militância, com o intuito de destruir as instituições políticas e seus fundamentos éticos que, mesmo de forma claudicante, já combalidos desde sua natureza, serviriam para garantir um mínimo de civilidade à sociedade brasileira – não podemos aceitar a acusação que nos é imputada, de que somos movidos pelo ódio contra esses que querem nos subjugar. Não, não somos.

Confundir ódio, com o legítimo direito à indignação, é mais um ato perverso de quem assume carregar no seu espírito, como inata característica, o total desapego a noções básicas de ética, construída com base na realidade e no uso da razão.
É a manjada técnica da perversão da linguagem, sendo usada para relativizar conceitos, numa luta semântica pela hegemonia sobre a opinião pública, para manipular multidões.
Ódio não faz parte do cardápio de sensações à disposição dos homens virtuosos, que usam a racionalidade e a produtividade para se manter e prosperar. 
Ódio é o sentimento dos ressentidos, aqueles que invejam a felicidade dos outros ou sentem culpa de seu próprio sucesso.
Ressentimento é a manifestação primeira de quem vê nas virtudes alheias, o reflexo de seus próprios vícios.
Ódio é a manifestação nua e crua das mentes perturbadas pelo descontrole emocional que, na sua rudeza, rebela-se contra seu inseparável tutor, o aparato cognitivo que inclui a faculdade da razão. 
Razão e emoção são indissociáveis, cabendo apenas a seu portador, colocar cada uma em seu devido lugar.
Estes que se vêem, equivocadamente, como alvo do ódio, passariam totalmente desapercebidos, se não interferissem nas vidas dos outros com o uso da coerção.
Querem não apenas monopolizar a atenção, como também, o poder de dirigir cada indivíduo e toda uma nação, utilizando-se de qualquer meio, por mais sórdido e perverso que seja, pois lhes interessa apenas alcançar seus fins.
Aqueles que tratam a realidade, a si mesmos e aos outros com honestidade e justiça, não podem ficar impassíveis perante esses que violam e que agridem sem pudor. Tendo colocado a emoção no seu devido lugar pela razão, o sentimento que aflora não é o ódio, é apenas a indignação.
Indignados estão os homens de bem, aqueles que acreditam na ética que reconhece o valor do indivíduo e que, para não entrar em contradição, respeita a vida dos demais. 
Não é ódio, senhores. É nada mais, nada menos, do que a mais absoluta indignação.
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