É o autointeresse, queridas.


Então vocês são contra o autointeresse? 
Acham que não passa de uma manifestação egoísta e gananciosa. Um pecado? 
Por acaso, acordaram hoje, arrumaram-se para ir ao shopping, foram às compras, decididas a garantir os empregos das vendedoras que as atendem? Determinadas a gastar muito para engordar as comissões que elas recebem para se sustentar? É óbvio que não. 

Vocês não estão preocupadas com as vendedoras. Nem deveriam estar. 

É o autointeresse de cada uma de vocês, que as leva a sair por aí, comprando para satisfazerem-se. 
É o seu egoísmo que permite que as vendedoras tenham renda. 
Como tudo isso começa? Quando um empreendedor, para ter seu autointeresse satisfeito, cria um produto que desperta em vocês uma vontade. 
O mundo se desenvolve através do autointeresse das pessoas, fazendo-as interagir, 
voluntariamente, criando valor para todos. 
Não se faz um mundo melhor através do sacrifício ou do desinteresse. 
São as pessoas agindo para satisfazer seu autointeresse, que possibilita que vidas melhorem. 
Não se deixem enganar por quem quer tirar-lhes dinheiro à força, em nome dos pobres. Estarão criando mais pobres. E o farão inclusive, empobrecendo vocês. 
Quando vocês pagam impostos, estão sonegando o seu próprio dinheiro, para quem produz e trabalha para lhes servir. Empobrecem aqueles que vivem honesta, racional e produtivamente, como as vendedoras de shopping e os empreendedores que as empregam. 
Quanto menos dinheiro estiver disponível nas mãos de vocês, menos restará para aqueles que criam valor para a sociedade. Maior será a probabilidade desses, principalmente os mais pobres entre eles, de passarem a viver com o dinheiro que lhes é confiscado pelo governo, sob coerção, com o falso pretexto de fazer “justiça social”. 
Dinheiro gasto espontaneamente no livre-mercado, para pagar aqueles que trabalham e produzem, gera o círculo virtuoso da criação constante de valor e da distribuição concomitante de renda. Quando distribuído à força pelo governo, cria o círculo vicioso da coerção e da dependência. 
A caridade é uma coisa boa? Sim, pode ser uma coisa boa, desde que exclua outras duas ruins: coerção, que tira de uns para dar aos outros; e dependência, que tira das pessoas a perspectiva de ajudarem a si mesmas e aos demais, através do autointeresse racional.
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