Livre-mercado

Há os que entendem haver uma dicotomia entre o mercado e o governo.

Eu entendo que não há.

O governo, com todos os seus componentes tangíveis e intangíveis, faz parte do mercado.

O que distingue o governo, dos demais integrantes desse processo social e econômico, que surge espontaneamente, e que conhecemos por mercado, é que ao governo, tem sido permitido usar de coerção, moralmente injustificada, para impedir ou incentivar a ação dos demais agentes naquele universo.

A interferência protagonizada pelo governo através da coerção, gera distorções e perversões que não existiriam, se o uso da força fosse transformado apenas, em recurso a ser utilizado contra os bandidos, elementos que agem, como o próprio governo tem feito, violando a liberdade e a propriedade dos indivíduos, impedindo que busquem a felicidade e portanto, que preencham o propósito de suas vidas.

Para a existência de um livre-mercado, onde as interações sociais e econômicas são voluntárias, não é necessário afastar o governo. Devemos afastar a coerção caracterizada pela iniciação do uso da violência pelos bandidos.

O papel do governo num ambiente de livre-mercado é ajudar a afastar a coerção, retaliando contra aqueles, e somente contra aqueles, que desejarem iniciar o uso da violência para realizar seus objetivos.

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