Afinal, qual é o papel do governo?

Dia 27/06/2013, quinta-feira, por volta das dez horas da noite, a reportagem da TV COM, através das imagens geradas no RBSCop, expôs três cenas que transcorreriam simultaneamente.

Enquanto vândalos, escoltados à distância por diminuta força policial, destruíam, em alta velocidade, o bairro Cidade Baixa, na Capital gaúcha, numeroso contingente da tropa de choque da Brigada Militar assistia, inerte, ao governador fazer proselitismo.

No mesmo momento, como consequência desses fatos, o que restou à população daquela área da cidade? Formar milícias!

Tão patético quanto isso, foi assistir no dia seguinte, oficiais da Brigada Militar concederem entrevista coletiva onde desaconselhavam essa iniciativa aos cidadãos.

Mas o que pretendia o poder público com sua omissão? Que as vítimas dos vândalos e da incompetência estatal ficassem assistindo pela TV, em posição de sentido, Tarso Genro, com seu dedo em riste, como lhe é peculiar, fazer aquela discurseira petista, enquanto suas vidas estavam sendo ameaçadas e suas propriedades destruídas?

A escritora e filósofa Ayn Rand, autora do best seller A Revolta de Atlas, defendia que o único propósito apropriado de um governo é proteger os direitos dos indivíduos contra a iniciação do uso da violência física por parte de outros indivíduos ou grupos por eles formados.

As únicas funções próprias de um governo seriam: a polícia, para proteger-nos contra os criminosos; o exército, para proteger-nos contra invasores estrangeiros; e os tribunais, para proteger a nossa propriedade e os contratos que firmamos, da violação ou fraude por outras pessoas, através da solução de disputas por meio de regras racionais, de acordo com a lei objetiva.

Um governo que inverte o seu único propósito moral, interrompendo o exercício de seu papel legítimo como protetor dos direitos dos indivíduos, para transformar-se perversamente em seu supressor, assumindo contra eles o papel de inimigo, deixando de lado a função de polícia para agir criminosamente com direito ao manejo da violência contra as vítimas, privadas do seu direito de autodefesa, institui o caminho para a barbárie e a tirania.

Quando isso ocorre, se estabelece um novo padrão de moralidade que determina a seguinte regra de conduta social: você pode fazer o que quiser com o seu vizinho, desde que sua gangue seja maior do que a dele.

O Brasil vem perigosamente rumando para esse quadro perturbador. O governo age com violência contra os indivíduos de bem e com parcimônia contra aqueles a quem deveria combater e constranger, os bandidos, os parasitas e os violadores dos direitos dos outros em geral.

Quem quer um governo dessa espécie atuando em nosso nome? Talvez haja quem queira.

Já no meu caso, digo sem a menor sombra de dúvida: Eu não! 

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