Um caminho maior que uma passeata

A chacoalhada que as manifestações vêm provocando têm mostrado apenas mais do mesmo, em doses maciças.

 Os governos oscilando entre o excesso de violência ou de omissão, sem deixar de dispor da sua arma preferida para essas ocasiões, a demagogia.
 A massa popular vem confundido a liberdade de não sermos obrigados a fazer o que não se quer, com a liberdade de se fazer o que der na telha, inclusive parte dela, promovendo a violência e a destruição.
O Estado não está aí para contemporizar com os grupos marginais, mas sim para contê-los. Só porque eles estão travestidos de salvadores da pátria, não se diferenciam nem dos bandidos das ruas que nos agridem no dia-a-dia, nem dos bandidos dos gabinetes governamentais que nos violentam noite após noite.
Não se muda uma nação sem mudar a mentalidade do seu povo, é um longo e árduo caminho.
O que se viu até agora é que tem prevalecido a barbárie e o desejo de seguirem vivendo uns às custas dos outros.
As passeatas poderão percorrer centenas de quilômetros, consumir garrafas e mais garrafas de vinagre, expor cartazes e mais cartazes de protesto, chutar bombas e mais bombas de efeito moral. Sem um projeto de Estado que reformule o que existe no Brasil, acabando com a predominância do governo sobre o indivíduo, acabando com a profissionalização dos políticos, acabando com a partidarização da máquina estatal, acabando com a indecorosa miscigenação entre o público e o privado, acabando com a centralização exacerbada do poder, nada mudará.
Cabe aos seres conscientes, discutir imediatamente o futuro, para mudar o Brasil como e onde o Brasil tem que ser mudado. Temos que reescrever nosso contrato social.
Urge retomarmos o controle sobre nossas vidas, tirando a mão do Estado dos nossos bolsos, dos nossos costumes, das nossas vontades, das nossas iniciativas.
Aos sem consciência, resultará apenas, a discussão por R$ 0,20.
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