Em nome do pai, do filho e do espírito social (republicado)

Em 24/02/2013, publiquei este texto que segue. Nele, eu dizia que o Socialismo tinha raízes metafísicas e epistemológicas fundadas no pensamento religioso, pois era baseado em dogmas e desprezava a realidade.

Tulio Valverde, amigo de Facebook, me enviou uma mensagem inbox, indicando um vídeo e mencionando que ao assisti-lo se lembrara do meu texto.
Não sem surpresa, vi que Yaron Brook, com o brilhantismo de sempre, explicou exatamente o que eu tentei mas não consegui com a mesma ênfase, precisão e clareza.
O vídeo (legendado) foi postado no YouTube por libertarianismoplus e produzido pelo ARI – Ayn Rand Institute, do qual Yaron Brook é presidente. Aproveitem!
Em nome do pai, do filho e do espírito social
Nos equivocamos, quando reduzimos as análises e discussões sobre o Socialismo, ao darmos ênfase aos enfoques econômico e político.
Sim, é óbvio que o aspecto econômico é importante. É evidente o dano causado ao bem estar das pessoas que tiveram a infelicidade de viver sob esse sistema.
No entanto, os resultados econômicos são apenas fruto de escolhas e decisões políticas, o que nos permite concluir que a política prepondera sobre a economia, e não o contrário.
Da mesma maneira, decisões políticas são precedidas pela ética, ramo da filosofia que trata dos códigos de valores que regem o comportamento do homem em sociedade.
No Socialismo, prevalece a ética coletivista onde o indivíduo é obrigado ao sacrifício, sendo-lhe negado o direito de servir à sociedade apenas pelo interesse de satisfazer a si próprio, participando de trocas livres e voluntárias.
O método de convencimento corrente é a coerção, o critério de relacionamento interpessoal baseia-se na desconfiança e o incentivo motivacional utilizado é o medo.
O grande objetivo do Socialismo é a aceitação pela sociedade de dogmas e concepções herméticas, produzidas pelos detentores do poder, através do exercício da fé e da força.
Regressivamente, a fé almejada nada mais é do que o meio pelo qual a sociedade entenderá o funcionamento dos elementos, que formam o ambiente sujeito àquela concepção de mundo, estabelecida pelos idealizadores do Socialismo.
Essa visão de mundo não se formou da observação e do entendimento das coisas da realidade. Nada tem a ver com a existência que se antecipa à consciência dos seres humanos.
Pelo contrário, é fruto de uma construção conceitual, que brota da mente humana e impõe autoritariamente um sentido à vida e à existência, descolado da realidade e da verdadeira essência do que nos cerca, a vida como ela é.
Assim, podemos inferir que o Socialismo, antes de ser um sistema econômico, ou mesmo um regime político, ou ainda um código de ética, ou uma teoria do conhecimento, é apenas mais uma religião das tantas que conhecemos, cuja concepção metafísica agride o mais elementar dos princípios da existência desvendados pelo uso da razão e pelo método científico.
Os socialistas não são ateus. Não desacreditam em deuses. Os socialistas produzem seus deuses, elegem seus apóstolos, espalham à força seu evangelho e doutrinam seus seguidores como qualquer religião.
A hierarquia socialista tem em Marx seu deus, e em Lenin, Stalin, Mao, Fidel, Che, entre outros, seus apóstolos.
Os que ainda taxam, prendem, torturam e matam em nome dessa forma de coletivismo, mantém o Socialismo como a única religião que ainda utiliza o Santo Ofício e pratica os princípios da Inquisição.
Dito isso, bastaria invocarmos o que prega a Constituição Federal sobre o laicismo do Estado, para exigirmos que seus agentes tirem suas mãos do nosso bolso e deixem de impor uma religião que nem todos partilham. 
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