Lições de um fórum para todos

O governador do Estado do Rio Grande do Sul não compareceu ao XXVI Fórum da Liberdade, realizado nos dias 8 e 9 de abril de 2013, na capital de todos os gaúchos.

Mais de 5000 pessoas compareceram ao evento,  além de um sem número de outras que assistiram ao vivo pela internet e por outros meios de comunicação.
Como o governador estava envolvido em outro círculo de debates, faço-lhe o favor de reproduzir o que eu entendo terem sido as duas principais mensagens deixadas pela espetacular iniciativa de jovens gaúchos, em prol do desenvolvimento cultural, social e econômico do nosso país.
Lição 1:
Que fique claro que o Sr. Tarso Genro é governador do Estado do Rio Grande do Sul.
Isso é muito diferente dele ser governador de todos os gaúchos.
Somos cidadãos e indivíduos responsáveis e não precisamos que governem as nossas vidas.
Os gaúchos são mandantes e o governador do Estado é mandatário do poder que lhe outorgamos para nos servir.
Em outras palavras, a minha vida é minha, como a vida de cada um dos gaúchos pertence a cada um deles.
Tenho o direito inalienável à minha vida. Tenho o direito inalienável à minha propriedade. Tenho o direito inalienável à busca da minha própria felicidade.
A única ação que eu considero legítima, e espero que seja cumprida pelo governador do meu Estado, é que ele utilize a corporação que comanda para proteger-me contra os criminosos que estão por ai.
Cabe ao governador do Estado, proteger a minha vida, resguardar a minha propriedade e garantir a minha liberdade para que eu possa buscar a minha felicidade, legitimamente, como eu bem entender.
Não cabe ao governador do Estado atentar contra a minha vida, nem usurpar da minha propriedade e tampouco me impedir de buscar a minha felicidade.
Caso o governador do Estado pense em violar os meus direitos, esses direitos que mencionei, é bom que saiba que eu sou o começo e o fim deste processo e ele, apenas o meio.
Essa é a maior lição do Fórum da Liberdade deste ano, mas não foi a única.
Lição 2:
Que fique claro a todos os políticos que se arvoram de boas intenções e acenam com a idéia de levar para o ambiente do governo e das iniciativas estatais, o espírito empreendedor característico das iniciativas privadas, que isso é simplesmente impossível.
O espírito empresarial está fundado na troca voluntária, na liberdade de escolha e na possibilidade de dizermos não. 
A atividade governamental está fundada no uso da coerção, na impostura, na forçosa resignação. 
A única coisa que o governo pode aproveitar da livre iniciativa é que, em caso de fracasso nas suas tentativas para atender e satisfazer o consumidor, deve deixar o mercado. E quem fizer melhor, que se estabeleça.
O Estado tem fracassado sistemática, total e irresponsavelmente nas suas iniciativas de emular atividades empresariais, para substituir o que as forças livres do mercado poderiam fazer de maneira justa, melhor e mais barata. 
Educação, saúde, energia, infra-estrutura, logística, crédito, moeda, ou qualquer outra atividade, que não seja a de nos proteger dos bandidos, o Estado deve abdicar em prol da iniciativa privada.
O fracasso do Estado em todas essas atividades vem sendo reconhecido e propugnado pelos próprios políticos. 
Para encerrarmos esse desastre contumaz e incorrigível, exige-se apenas uma iniciativa, a imediata abdicação e a definitiva renúncia do Estado, de tentar o que lhe é impossível, satisfazer o consumidor, o indivíduo e o cidadão com aquilo que tem tentado mas não consegue e nem lhe cabe suprir.
Mesmo aquilo que lhe compete como função, a segurança dos cidadãos, o Estado, quando não faz mal, faz pior.
Uma vez tendo se desencumbido da árdua tarefa de mal atender a população, em todas as demais atividades, esperamos que o Estado possa focar, finalmente, na proteção da sociedade, utilizando assim, sua maior habilidade, o uso da força e da coerção contra os que iniciam a violência, seja através do uso da força, da fraude, do descumprimento de contratos ou de outros métodos de usurpação do que pertence a terceiros.
O Fórum da Liberdade é uma iniciativa do IEE – Instituto de Estudos Empresariais, promotor do debate de idéias sobre temas tão importantes que atrai o interesse de toda a sociedade brasileira, inclusive dos gaúchos. Bem, talvez não de todos os gaúchos, mas apenas de uma parte deles.
Pelo menos, daquela parte que entende que a desigualdade nos faz interdependentes. Que ninguém sabe tudo e que alguém sabe algo que o outro não sabe. Que ninguém pode tudo e que alguém pode o que o outro não pode. E que ninguém quer tudo e haverá quem queira o que o outro não quer. 
Na desigualdade reside a riqueza da vida..
Igualdade serve para que todos tenhamos a mesma liberdade para sermos diferentes e portanto, sermos o que todos somos, absolutamente desiguais.
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