Quem se preocupa com a saúde dos pobres?

“É incrível como algumas pessoas acham que nós não podemos pagar médicos, hospitais e medicamentos, mas pensam que nós podemos pagar por médicos, hospitais, medicamentos e toda a burocracia governamental para administrar isso”. ~ Thomas Sowell 

O Sistema Único de Saúde, é o aparato estatal, criado para prover os brasileiros com um serviço médico, hospitalar, laboratorial e farmacêutico que fosse gratuito, universal e de boa qualidade, como estabelece nossa utópica Constituição.

Como era de se prever, tem sido um fracasso colossal. Não é gratuito, nem universal e tampouco de boa qualidade. 
Ingenuidade imaginar que os pobres não pagam pelo serviço de saúde pública. Pagam a sua cota, e pagam pesado, através dos elevados impostos, embutidos nos preços de tudo que adquirem.

Pagam, também, com a inflação, quando o governo, ardilosamente, imprime dinheiro sem lastro, desvalorizando o poder de compra da população. Os impostos pagos pelos pobres, não são moleza.

Reduzem seu poder aquisitivo à metade. Em média, 50% do que é gasto nos supermercados, nas farmácias, nos bares, no uso do telefone ou da energia elétrica, enfim, vai para os cofres do governo, que encontra sempre uma maneira de desperdiçá-los.

Fica óbvio, que os pobres pagam pelos serviços de saúde, e pagam caro. Pois quando recebem atendimento, ele é lastimável. Às vezes, acabam pagando com a própria vida, ou com seqüelas, pela falta de cuidados adequados. Esse quadro não é privilégio dos pobres, os demais cidadãos, condenados a penar pelo SUS, sofrem com o mesmo padrão de qualidade. Nessa troca forçada, pagam e recebem o quê? Serviço lastimável, ou serviço nenhum. Trata-se de um sistema desumano e impessoal. Os pacientes não são tratados com dignidade, nem há empatia entre o médico e quem o consulta. Cada usuário é um encargo suportado pela fria máquina do Estado. 
Para obter um serviço de saúde melhor, tem-se que despender duplamente, com os impostos e com o que for adquirido, voluntariamente, da iniciativa privada. Esses serviços também são caros, por conta das obrigações legais que são impostas às empresas que os fornecem. O desrespeito à liberdade individual na contratação de médicos, hospitais e na compra de medicamentos, é decorrência do Estado autoritário, que alega proteger os cidadãos, como se fôssemos estultos. Com arrogância, é exigido dos serviços privados, o que a saúde pública promete e nunca conseguiu cumprir e jamais conseguirá. 
É imprescindível reformular nossa Constituição, para devolvermos às pessoas a liberdade necessária para escolherem seus médicos, hospitais, farmácias e medicamentos, sem a interferência do Estado. Para permitir à iniciativa privada, em regime concorrencial, em um ambiente de livre-mercado, fornecer à população os serviços e produtos que esta deseja e necessita.
Mas e os pobres, ficarão sem assistência? 
Os pobres já estão sem assistência. Sob a tutela do Estado, enfrentam o mau atendimento, filas intermináveis, listas de espera eterna. Percorrem verdadeiros corredores da morte, como condenados, cujo único crime é ser brasileiro e, como agravante, ser pobre. 
Sim, é incrível estarmos todos, inclusive os pobres, a pagar por médicos, hospitais e medicamentos, recebendo em troca, altas doses de imperícia, burocracia e escárnio.
Como pode quem não sabe prevenir tentar remediar?
Facebook Comments
Anúncios

1 comentário

  1. Vc já viu os caras do Conselho Nacional de Saúde? Dá nojo aquilo lá! Só no sonho alguém consegue desmontar o SUS hoje. O negócio é ir comendo pelas beiradas. Tipo, mostrando que um serviço com mais liberdade, como as EBSERH, funciona melhor.

Comentários...