Sensação de segurança

O vício de nos evadirmos da realidade cobra sempre seu preço. 

Muitas vezes, impõe perdas incalculáveis, como ocorreu agora, em Santa Maria, com mais uma tragédia causada pela desídia.
Uma lição deve ser aprendida de uma vez por todas:
O Estado não pode ser o fiscal da segurança. Nem das pessoas, nem das propriedades, pois nunca perde nada em caso de sinistro.

Apenas seguradoras privadas poderiam atestar se um determinado local tem a devida e esperada segurança para o público que a frequenta.
Não podemos nos guiar apenas pela sensação de segurança porque um determinado estabelecimento cumpriu com a burocracia estatal para funcionar. 
Devemos nos certificar de que estamos em um lugar efetivamente seguro e que, em caso de alguma ocorrência com danos pessoais ou materiais, seremos devidamente indenizados por seus responsáveis.
Ocorrendo qualquer sinistro, os prejuizos das vítimas serão cobertos pela empresa seguradora.
Para minimizar a possibilidade de que tenha que arcar com sinistros inesperados, qualquer seguradora responsável incentivará ou exigirá que condições ótimas de redução de riscos sejam aplicadas, o que trará efetivamente, maior segurança às pessoas e às coisas que a elas pertencem.
Alvarás ou laudos emitidos por órgãos do governo servem apenas para assegurar o recolhimento de taxas pelo poder público. Quando instados a assumir responsabilidade civil, pecuniária ou criminal, não demoram para se esquivar. Muitas vezes, culpando as próprias vítimas.
O livre-mercado e as instituições privadas podem e devem ser as fiadoras das condições oferecidas ao público por estabelecimentos como a casa noturna de Santa Maria, através de contratos de seguro bem feitos.
Imaginarmos que o Estado se responsabilizará pelos danos que causar, seja por omissão ou por incompetência, nada mais é do que seguirmos agindo sob efeito do vício da negação da realidade.

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Ouça ao podcast apresentado por Bruno Garschagen do qual participei sobre esse assunto:

  Podcast com Roberto Rachewsky

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2 comentários

  1. Eu entendo,que a melhor segurança é aquela que eu mesmo posso me dar.Pelo menos eu teria de ter o direito,de escolher qual eu quero:segurança estatal ou segurança privada.
    Seguro,deveria existir um universal,coberto por 1% do PIB.

  2. Câmara aprova regulamentação de segurança em casas noturnas 10/04/2014 13h56 – Atualizado em 10/04/2014 19h07

    http://g1.globo.com/politica/noticia/2014/04/camara-aprova-projeto-que-regulamenta-casas-noturnas.html

    Comandas tem mais é que ser proibidas. O correto é o cliente pagar antes, e depois vai consumir sua bebida. Pagando depois, alem de inventarem coisas para o cliente pagar, se o cliente perde a comanda, o estabelecimento o mantêm em cárcere privado até que o cliente dê conta do que gastou.

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