Os mártires da nossa omissão

“Nós podemos nos evadir da realidade. Mas não podemos nos evadir das consequências de termos nos evadido da realidade.” ~ Ayn Rand

Somos uma sociedade condenada ao atraso e à barbárie, constatados no dia-a-dia de nossas cidades.

Longe de sermos um tecido social vivo e doente pelos erros da política ou da economia, sofremos de degradação moral e por equivocadas escolhas culturais.

O Brasil estagnou no coletivismo selvagem. 

Vivemos sob a égide da omissão individual e da coerção coletiva.

Nossas vidas dependem cada vez menos da nossa própria consciência e cada vez mais do autoritarismo das forças de coerção.

A crença no Estado protetor, com seus alvarás, proibições, regras e controles, não passa de alienação coletiva.

Vivemos em constante fuga da realidade. Incorremos deliberadamente em omissão de responsabilidade.

Culpar o Estado pelo quê? O Estado não tem culpa. É um ente incapaz pela própria natureza. 

Coletivizamos a responsabilidade que deveríamos assumir individualmente e nos tornamos mais e mais selvagens. 

Não fazemos a nossa própria investigação, não tomamos a nossa própria inciativa para a prevenção. 

Concordamos com a impunidade, porque vivemos tentando imputar aos outros a culpa pela nossa própria irresponsabilidade. 

Abandonamos a razão, se algum dia tivemos.

Santa Maria acordou em choque pela morte de seus jovens.

Todos nós acordamos em choque pela morte dos jovens de Santa Maria.

Nos resta agora, chorar pela dor da perda daqueles que deveríamos proteger, daqueles que amamos.

Nossas crianças tem sido mártires da nossa omissão. 

Estamos matando o nosso futuro, não apenas nas casas noturnas, mas nos estádios, nas escolas e nas ruas.
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